“Soergo meu passado e meu futuro E digo à boca do Tempo que os devore. E degustando o êxito do Agora A cada instante me vejo renascendo” (Hilda Hilst)
De tudo que pra mim tem sido mais querido, queria, juro que queria, que muito neste mundo onde vivo fosse invertido. É da natureza de um sensível ser inconformado, não mal agradecido ou ranzinza, mas sempre questionador e buscador, a eterna luta por uma vida menos ordinária.
Eu esse homo sapiens sapiens desvendando os caminhos siderais, eu esse ser humano falho que tem tentado abrir uma trilha pra dentro de si mesmo.Quero repartir o pranto e o riso, sonho não ser quando sou.E sendo, me falto.
Eu ás vezes me zango com Deus, mas um anjo, o meu anjo, está sempre aqui no ombro, no meu ombro, dizendo que Deus não é particular, mas coletivo, pra algo acontecer pra mim tem que também acontecer em outros lugares e em para outras pessoas.O universo é todo interligado.
Eu me esforço pra reter e pra ser permanecido, como o mar guarda na água o sal, eu quero ser mais puro extraindo de mim o que pode ser mal. Afogado em mim da alvorada ao crepúsculo, vivo. Como se tivesse apenas dois caminhos, devorar ou ser devorado, como se um anjo caído quisesse me enganar, “destrua si mesmo”, ele grita, ele tenta me enganar, mas um anjo, o meu anjo, sussurra no meu ouvido direito, “Dentro de uma geleira azul ela vive e quando você chegar, será para ela verão só de tocar no teu nome. E ela e você estarão libertos”.
Certa vez uma pessoa próxima, muito próxima, chegou para mim e disse: “Não deve ser fácil ser você”. Acho que ela se referia a minha sensibilidade, aos meus ideais, a minha forma de amar, de sonhar e de viver. Cada um é pra si o seu maior desafio, e assim também deveria ser com Michael Jackson, o caminhante da lua, que com sua dança que parecia ser de outro planeta, viveu glórias e desprestígios do tamanho do seu sucesso. A infância conturbada, talvez a falta de um bom amigo, se ele tivesse tido um amigo de verdade como o “Ben” daquela canção dos Jackson Five, que foi feita para um rato que aparecia a noite na casa do Michael criança, ela não estivesse morto.Talvez ele não tivesse ficado tão louco e suas excentricidades jamais ultrapassariam a qualidade da sua dança e da sua musica.
Hoje olho para a juventude dos anos 2000, os emocore, com suas roupas, suas tatuagens e pearcings, sua musica, suas condutas e sua rebeldia, na minha época também éramos diferentes nessa mesma fase da vida, gostávamos do “break” (uma dança acrobática e que usava o corpo como instrumento popularizada pelos negros americanos) e de Michael Jackson. Nos anos 80 a sexualidade mais livre ainda era novidade e a liberdade do jovem era poder ficar até mais tarde fora de casa. Íamos a “bailinhos” e nossas pequenas transgressões naquela época hoje seriam consideradas por essa juventude brincadeiras de crianças num jardim de infância.
Jamais renegaria que um dia eu fui fã de Michael Jackson, mesmo ele sendo uma construção da indústria do entretenimento americana, mesmo ele ter se destruído, mesmo ele ter enlouquecido, eu fui ao Show dele em São Paulo, eu comprei muitos dos seus discos e dos seus Cd´s, eu dancei e hoje estou muito triste por sua morte.
Sua canção mais querida pra mim sempre foi “Man in the mirror”, uma reflexão sobre o nosso reflexo, sobre olhar para si e ver os outros...não é fácil ser nós mesmos e por isso algumas vezes somos nossos bem feitores e outras nossos próprios algozes...vai com Deus caminhante da Lua, nos teus passos de dança eu agora sou um homem que sonha voltar a ser criança...
“Apesar de muito nos ter sido tirado, muito nos resta. E apesar de não sermos mais aquela força que em tempos antigos moveu terra e céu, aquilo que somos, somos. Uma idêntica têmpera de corações heróicos, enfraquecida pelo tempo e o destino, mas forte na vontade de lutar, de procurar, de encontrar, e de não se render.”
(Ulisses, de Alfred Lord Tennyson )
Hoje completo 35 anos. Olho no calendário é uma garota sorri no mês de junho sentada na praia. Digo pra mim que um dia serei aquela areia da praia esperando pelo mar, as páginas continuando a virar, eu riscarei cada dia e rirei de tudo que perdi e que ganhei. Janeiro, fevereiro, março, abril, maio, eu estou vivo, Junho, julho, agosto, setembro, outubro, eu estou vivo, Novembro, dezembro, sim, o inverno inteiro eu estarei vivo e vivendo.
Sempre em meus aniversários faço balanços, os ativos, os passivos, a depreciação acumulada, as obrigações a longo prazo, o capital social da minha vida, os amigos, e o meu saldo ainda permanece credor.
São raros os momentos como esse, quando somos lembrando pelo nosso nascimento, pela nossa existência alegrar as pessoas e de que elas se lembram de nós além de pensar em si mesmas.Esse são salva vidas de luz que usaremos nos dias de não, nas noites escuras que podem vir.
A natureza incompreensível da vida nos faz todos iguais, não importa quantos anos, temos todos o mesmo destino, partir daqui pra outro lugar. “O tempo corre contra mim”? E se ele correr eu vou na direção contrária, quero ficar ainda melhor.E se você um dia me ouvir chorar, pode ter certeza que depois do pranto estarei sempre usando o ar que tenho pra respirar para voltar a sorrir.
Bom dia a todos, desperta da sua realidade e vem pro meu mundo de sonhos, hoje é um dia especial pra mim.
Com o dia do meu aniversário chegando vou praticar um ritual sagrado que criei.O exercício de desejar pra mim coisas boas. Alguém que um dia me amou muito me disse “você no dia do seu aniversário brilha tal fogueira de São João”.Nunca contei, mas essa pessoa que me amou, a pastora de nuvens, já não vive mais aqui, partiu pra outro mundo caminhando pela estrada do arco-íris.Ela morreu de uma terrível doença quatro anos atrás, precisava dizer isso pra que esse circulo terminasse e coisas novas viessem até mim.
“São tantos caminhos para seguir” tomo a estrada que me leva ao sol ou a que me leva a lua? É bom saber que qualquer uma que eu escolher vai me levar onde eu tenho que chegar.
Nenhum ser imenso é simples, e sua vida, sendo ela tal qual um rio, é cheia de meandros como os rios caudalosos que seguem rumo ao oceano. Um rio que corre manso na superfície mais cheio de correntezas em seu interior, que reflete o sol na sua superfície e que sente ele esquentando suas águas.Que espelha a lua e que testemunha o tempo que transforma a suas margens.
Eu vivendo esse ciclo sem fim tenho em meu curso grandes quedas d água e elas me dão medo, mas sei que é inútil temer aquilo que jamais poderei evitar. Um rio nunca deixa de fluir.
E para não secar preciso de outros rios se misturando a mim, afluentes que engrossam e renovam meu fluxo, o encontro com outras nascente fará a mim e o outros rios mais fortes.
E um dia voltaremos de novo ao mesmo lugar de onde viemos, em forma de chuva ou de lágrimas.
P.S.: Existe fotos da pastora de nuvens neste blog que vão se apagar com o tempo, eu não leio o que escrevi, deixo as palavras serem carregadas pelo vento, elas sempre sabem o caminho que devem seguir e no fundo de que rio e de qual coração devem se sedimentar.
É da minha época, as meninas gritando por causa daquele grupo de Porto Rico chamado “Os Menudos”, naqueles dias era coisa de menino odiá-los.Agora que eu cresci descobri que uma das música deles que mais fizeram sucesso ganhou um significado muito, mas muito especial.Nada como um dia depois do outro, e mais, nada melhor do que viver a vida para expandir a consciência, os instintos, as sensações, os sentimentos, a inteligência, a sensibilidade e o coração.A gente fica mais velho sim, mas fica mais experiente porque vai aprendendo os atalhos tin tin por tin tin.
A canção que falo é “Não se reprima”, uma melodia simples e agitada feita para agradar as adolescentes daqueles confusos anos 80, passava uma mensagem de euforia, de que a vida é uma festa e que devemos relaxar e deixar acontecer.E “Os menudos” lá rebolando e enlouquecendo as garotas, hoje elas que eram fãs devem rir de si mesmas, não pelo ridículo, mas por se alegrar que eram ingênuas e ainda assim muito, muito felizes com seus sonhos de menina.
Na atual versão dos anos 2000 ela é cantada por Tatiana Parra, a canção começa acústica ao estilo bossa nova e depois ganha beats eletrônicos. Trata-se, na verdade, de um comercial da Batavo cuja campanha leva o nome de “Pense Light”. Mas se despindo desse conceito mercantilista, o de querer vender danones pra soltar o intestino de quem o tem preso por causa do stress ou de coisas que o valham, a música tem uma mensagem bem positiva por causa da sua letra “pra cima”.
Serve bem para pessoas como eu que dramatizam as situações da vida, ás vezes é melhor, bem melhor relaxar , deixar acontecer e seguir o fluxo, “Não controle, não domine, não modere”, quem esquenta demais a cabeça sofre muito, o negócio é que você “Deixe que a mente se relaxe e faça o que mandar o coração”.
Não da vida já temos sempre, um sim é lucro, quando fico feliz eu danço, na sala sozinho, embora eu ainda tenha vergonha, joguei fora meus sentimentos de culpa pela janela e posso dizer de carteirinha.Hoje sou uma pessoa mais leve.
Ah! E nunca precisei de nada, de danone e nem de nenhum laxante, porque meu intestino já nasceu solto!
Não Se Reprima (Menudo)
Canta, dança, sem parar/Sobe, desce, como quiser/Sonha, vive, como eu Pula, grita, ô ô ô ô ô ô.../Não segure muito teus instintos/Porque isso não é natural/Sai do sério, fala Alto, dá um grito forte,/Quando queira evitar/É saudável, relaxante, recupera /E faz bem pra cabeça/Por isso /canta, dança, grita ô ô ô ô ô ô ô
Vá em frente, entra numa boa /Porque a vida é uma festa/Não controle, não domine, não modere/Tudo isso faz muito mal/Deixe que a mente se relaxe/Faça o que mandar o coração/Por isso /canta, dança, grita ô ô ô ô ô ô ô/Não se reprima/Não se reprima/Não se reprima /Pode gritar/Dança, canta, sobe, desce, vive, corre e pula como eu!/Canta, dança, sem parar /Sobe, desce, como quiser/Sonha, vive, como eu /Pula, grita, ô ô ô ô/Chega de fugir, de se esconder /E de deixar a vida pra depois/Não persiste mais, se o mundo gira,/O tempo corre, nada vai te esperar/Entra de cabeça nos seus sonhos /Só assim você vai ser feliz/Por isso canta, dança, grita, ô ô ô ô ô ô
"O olho é a lâmpada do corpo. Se teu olho é bom, todo o teu corpo se encherá de luz. Mas se ele é mau, todo teu corpo se encherá de escuridão. Se a luz que há em ti está apagada, imensa é a escuridão." Jesus Cristo
Estas são palavras de um Rei, as minhas vão ser bem mais simples, pois é a expressão do que há dentro de mim.O que Jesus disse serve pra todo mundo.Talvez o que eu diga sirva pra alguém que me lê. O meu desejo é ter “filhos feitos de amor”, eu sonho “com um encontro” e a minha realidade é que “brilha a luz dentro de mim”.
Se fosse possível tirar uma chapa da minha alma ou fazer uma ressonância magnética da minha essência o que eles encontrariam? Não sei, sei apenas o que penso que sei, que sinto. Mas não é o suficiente, tem coisas que a gente sabe e nem sabe que sabe, são os processos inconscientes ocultos.
Queria estar ocupado em ser, queria não ter que perder, tempo, saúde, paciência, beleza, enfim quase tudo, para ter que ter.Por isso eu tenho o meu refugio, a minha resistência, o pensamento.
Quando eu tinha sete anos entendi que ainda tinha vivido pouco e sonhava com o muito que viria pela frente.Aos quatorze olhava para frente ainda quase igual quando tinha sete,mas foi aí que enfrentei meu primeiro deserto, a inadequação, a solidão de ter sido um adolescente que ao mesmo tempo queria ser igual por fora aos outros, mas que era muito, mas muito diferente por dentro de todos.Aos vinte e um eu era um jovem adulto, havia descoberto o amor, o sexo, o desejo, a decepção, o prazer.A vida havia se aberto a minha frente como “um feroz carrossel”.Mas ainda faltava muito, algumas das outras experiências básicas da vida.
E quando completei meus vinte e oito já havia vivenciado essas experiencias, viajei pelo mundo, morei junto, namorei pessoas muito diferentes de mim e trabalhei em lugares que detestava ou adorava.Experimentei todos os meus limites.
E agora prestes a completar meus 35 anos, sinceramente, me sinto como se tivesse sete anos de novo, olhando pra frente como se tivesse ainda muito mais pela frente. Tenho me questionado sobre o meu papel, sobre o que estou fazendo aqui.Mas pra quem me lê sempre, eu sei, eu sei que me vêem além dos olhos, eu me sinto dentro da vida dessas pessoas porque o que sai de dentro de mim é a minha mias pura essência e ela encontra eco em outras almas, afinal viemos todos do mesmo ponto, de dentro dos olhos de Deus.
Eu estou prestes a entrar num novo ciclo da minha vida e sei que é nele que vou realizar aquele que sempre foi o meu maior sonho. Eu semeei esse filho durante todo este tempo.É a essência da vida vindo ungir os meus dias é a integração do meu corpo frágil e passageiro corpo com o cosmos eterno.
Um anjo da morte rondou pela minha casa, eu o vi, olhei dentro dos olhos dele e entendi a mensagem. Eu morrerei aos noventa e dois anos, acredito nessa profecia.O anjo da vida que me cerca também profetizou sobre a minha vida, eu vi dentro dos olhos dele o sorriso de um filho.
Eu te perdoo porque é grande o meu coração, eu te perdoo porque deixar de querer mal alguém que me feriu é um gesto grande da minha alma e eu sempre busco ampliar o meu espírito. Não me engano com a perfeição nem me iludo com o reconhecimento dos outros, me satisfaço plenamente com a satisfação que sinto de estar aperfeiçoando a minha existência.
Não guardar ressentimentos em relação a alguém que nos magoou não é ser fraco ou ter memória fraca, ou se deixar ser enganado, o verbo perdoar depois do amar é o verbo mais luminoso de um coração.A capacidade de perdoar alguém é uma das virtudes mais admiráveis que se pode encontrar em um ser humano.E ser perdoado um dos maiores presentes que recebemos.
Eu posso jamais esquecer o que me fizeste, mas posso jogar fora o sentimento de vingança, posso descartar a mágoa, posso, sim eu posso, dar mais um voto de confiança.
Eu te perdoo porque meu amor é maior, não a necessidade dele, mas ele em si, o meu bem-querer não quer conviver com o ressentimento, apenas quer restituição, não uma compensação, mas o retorno daquilo que brotou um dia e por causa da falta d’água secou.
E por ser assim, o meu perdão é puro e sincero, ele não fere o amor próprio que habita em mim, quero mais que uma história triste, um pranto por alguém que não existe, porque está sedimentado no fundo do meu coração que eu não sou igual a eles. E sei que voce é igual a mim. Por isso nós merecemos o perdão um do outro.
Quase sem duvida nenhuma na minha vida o maior desafio é saber como lidar com as relações humanas. Todas elas. O grau de decepção que sinto às vezes me faz acreditar que minha alma e meu corpo apenas ocupam o mesmo lugar por necessidade terrena. Porque pra viver aqui é preciso ser normal, é necessário ser igual, ter uma existência comum e pequena. Em nada se pode ser diferente, porque se não a gente destoa atrai inveja. Não se iludam, para ser admirado só seremos por alguém que não faz parte dessa “manada”.Os verdadeiros pastores são aqueles que arriscam a própria vida por uma única ovelha desgarrada.
Fico com aquela horrível impressão, “será que nasci na época errada?”, por isso agora escrevo com o coração meio pesado sabe, meio decepcionado. E rogo, sempre peço aos céus para ser compreendido, não pelo o que está claro, mas o que está escrito nas entrelinhas.
Narrar, contar fatos de si, da imaginação, da minha ou da vida de qualquer um é uma das poucas coisas que une, que faz coincidir corpo com alma.Além de ser uma forma de resistência a mediocridade. Sherazade resistia ao sultã Shariar no livro “Mil e uma noites” contando histórias.O soberano desiludido com a traição de sua primeira esposa e convencido "de que não havia mulher alguma de cuja fidelidade pudesse estar seguro, decidiu que casaria cada noite com uma [jovem], que seria morta ao alvorecer do dia seguinte".
Eu penso, penso muito em mim, em tudo, por isso tenho muitos questionamentos, mas também muitas certezas, gotas de luz molham minha face e isso faz toda diferença na minha vida.Eu buscador, eu sonhador, eu realista, eu criador, li no pensamento de alguém esses dias "Procure julgar o que acha pecado, como se fosse uma virtude. " Quão otimista é essa pessoa.
Perto do mar eu fico ainda mais sensivel para escutar os pensamentos dela, qualquer coisa que eu fizer, e se eu me distrair, e se eu me perder, e se eu chorar ou sorrir, não importa, tudo me levará para o Caminho. É só uma questão de tempo.
“E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um varão chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali. E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convêm pousar em tua casa”
(Lucas 19:1-5).
Apesar de ser sonhador vivo muito mais do que sonho, apesar de ser romântico enfrento muito mais a realidade do que o amor. Num único dia tem horas que acho que estou caminhando pelas estradas do inferno, mas tem momentos, como esse, que me sinto palmilhando as estradas do paraíso.A consciência de viver a vida sem ser automático me eleva, me faz subir na árvore.
Meu coração anda me dizendo que ela, a menina que faz ventos, é um pouco o oposto de mim, “Não há vento ou tempestade, que te impeçam de voar”, uma Maria Madalena arrependida, uma Eva perdida, a encantadora dos meus ideais, enquanto eu sou sensível, não é que ela é dura, só é mais realista do que eu. Eu sou marinho, mas ela é do ar, nasceu do ventre de uma nuvem que choveu sobre o deserto
A menina faz ventos, mas a mulher está acorrentada pelos homens de pedra, a minha alma livre vai te libertar, apenas espero pela tua voz, apenas espero pelo teu chamado...
Uma mulher que quando ama faz ventania, sopra de seu coração uma brisa de poderes sobrenaturais. Mas ela não se apaixona pelos normais.
Eu sou um corpo celeste que fica orbitando em volta dessa minha alma preferida e isso pode ter duas faces. Uma heliocêntrica, sempre voltada pro sol, mas como uma lua branca, sem luz própria que apenas reflete o brilho. Porque assim dos seus olhos eu sou um filho. Mas outra é ser um cometa que comete, loucuras e desatinos, que viaja e risca seu céu, deixando um rastro luminoso pelo caminho por onde passa, passará e passarinho.
O lado esquerdo daquele peito, antes um território sagrado, tem sido invadido pelos cavaleiros do apocalipse, cada um montado numa égua. O primeiro é a inveja, o segundo a traição, o terceiro o horror e o ultimo o ódio. Onde antes havia apenas inocência hoje pode estar sendo contaminado pela malandragem e pela necessidade de prazer egoísta.
Como era verde meu vale. E agora vejo avançar sobre ele o deserto da indiferença. A beleza da vida pode compensar a decepção com o coração humano, por isso me inebrio na alvorada mas me desespero no crepúsculo.Adormeço pérola mas desperto concha vazia.
A alma marítima dela vive em harmonia com meu coração solar, o sal que sai pelos olhos dela combina com a luz que entra pela minha boca.Mesmo distantes e desconhecidos, enobrecemos um ao outro nossa consciência terrena.
No lado esquerdo do peito há uma batalha, carne cortada por navalha, uma guerra entre o que se ganha e o que se perde com o tempo
Leva-me leve, me sonha solta, me percorre pura. Ela é menina que faz ventos, mas que foge da tempestade escura. E este que vos escreve está junino, André Luis Aquino, cabeças de homem comandadas por um coração de menino. Infinito pela alma, porém pelo corpo pequenino.
Se eu me apaixonasse por ela e ela que faz ventos fosse cega.Vivendo num país de cegos.E se nesse país de cegos meus olhos fossem empecilho.E sendo crime ver, por ela, por essa moça ou mulher eu me cegaria. Por amor eu ficaria sem ver.
Carrega-me no teu colo, me beija nua, seu coração é meu, minha alta é tua. Há um lado que anseia ser comum, alienado e cego, ser igual a todo mundo e sofrer dos mesmos males do ego e se afogar nos mesmos mares e se divertir nos mesmos bares.Mas há outra margem do rio, onde sei que sou, a arte que é corte, tinta de sangue, casa no mangue, céu amarelo, cavalo de chinelo.Lá onde lágrimas de chuva molham o vidro da janela.
Arrasta-me pelo cabelo, me desenrola igual novelo, me confessa a tua falta e me cura o cotovelo. Enquanto eu junino, você ventania, vem morar comigo porque a casa já não agüenta mais ficar assim tão vazia.
A Menina E O Vento
Flávia Monteiro
Todo vento sopra pra algum lado Pro Japão, pro Irã, pro Corcovado Todo vento sopra alguma coisa Papel de bala, folha e mariposa Peguei brisa,neve, peguei chuva Fui até onde o vento faz a curva Fui tão alto que até Deus duvida Vi elefante em pé virar formiga Subi na cacunda do vento Fiz muitas desordens por aí Que o que eu fiz não sirva de exemplo Se você tentar pode cair Ai E se machucar E se arrepender Pois o vento vai Derrubar você Derrubar você...
Meus olhos nunca viram, mas meu coração já sentiu.
Ela abre os olhos lentamente, mais um dia, menos um dia, olha pro relógio, sempre atrasada, não se irrita, respira.Veste a roupa escolhida na vespera, discreta.
Olha no espelho, gosta disso, mas não daquilo,ela me lembra muito Amelie Poulain, aquela personagem de um filme frances, fico admirando suas exclamações e corações desenhados no ar."Hoje estou feliz em não estar triste".
Moça sozinha mesmo acompanhada, moça acompanhada de solidões, moça, querida moça, quanta vida por viver.
Nessa noite eu sinto, não vejo, mas sinto, sinto que ela está colocando flores na janela, como um desejo inconsciente, um pedido, uma prece silenciosa, flores sorridentes como se quisesse que alguém ao passar na rua notasse que naquele apartamento do segundo andar mora alguém especial.
Gerânio
Marisa Monte
Ela que descobriu o mundo E sabe vê-lo do ângulo mais bonito Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes Sente e vive intensamente
Aprende e continua aprendiz Ensina muito e reboca os maiores amigos Faz dança, cozinha, se balança na rede E adormece em frente à bela vista
Despreocupa-se e pensa no essencial Dorme e acorda
Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana Fala inglês e canta em inglês Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus E lava os cabelos com shampoos diferentes
Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa E corre quando quer Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga
Tem computador e rede, rede para dois Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs Vai ao teatro, mas prefere cinema
Sabe espantar o tédio Cortar cabelo e nadar no mar Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda Estou com saudades e penso tanto em você
Despreocupa-se e pensa no essencial Dorme e acorda
Este é o meu dia, ensolarado e frio como o dia de todas as pessoas, mas só meu dia apesar do sol cá dentro há uma rusga de escuro, uma angustia conflagrada, uma réstia de mágoa, um superavit de incerteza e uma falta de água. Este é o meu mês, junho como no calendário de todas as pessoas, mas só na minha folinha, na minha trajetória vivo um inferno astral, um precipicio sideral. Este é o meu ano, como é o ano de todos os vivos, mas que pra mim era para ser verde de esperança, porém se mostrou verde que não amadurece, duro, amargo que amarra a boca, um ano que até agora só me castigou. Este é o meu rio, somente meu rio, estas são minhas palavras, que na ausencia de lágrimas me representam, me reproduzem, este é o curso da minha vida, seus meandros, suas cachoeiras, sua seca, sua cheia.Este é o meu rio, esta é a minha vida.
“Desde que nascemos carregamos o peso da gravidade nos ombros./Estamos amarrados à terra./Mas Basta mergulhar na água para nos sentirmos livres./Dentro da água, flutuando, podemos voar em qualquer direção: para cima, para baixo, para os lados./Debaixo da água nos tornamos arcanjos.”(Jacques-Yves Cousteau - Biólogo Marinho Frances)
Milhares de vidas foram perdidas quando o vôo da Air France caiu no oceano atlântico entre o Brasil e África, partindo da cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro, com destino a cidade Luz, Paris.Fiquei com o coração na mão desde quando a noticia veio, mas só queria escrever quando tivesse certeza que não haviam mais esperanças de haver sobreviventes.
Eu tinha fé que por algum milagre alguém tivesse mesmo sobrevivido, que homens e mulheres tivessem nadado para algum rochedo ou mesmo que estivessem agarrados a partes do avião. Por mais impossível que fosse essa minha esperança ou teoria o fundamento dela era acreditar sempre que tudo pode ser possível. O acidente do vôo 447 me fez lembrar de um outro acidente, o que matou a modelo Fernanda Vogel em Agosto de 2001, na ocasião escrevi um texto emocionado porque ela havia morrido no mar de Maresias em São Sebastião onde hoje moro.E sua mãe leu e entrou em contato comigo agradecendo o carinho.Foi um dos meus grandes momentos como escritor.
Fiquei todos esses dias nas minhas orações pensando nas famílias e naquelas 228 pessoas que perderam suas vidas nas profundezas do oceano, quando os verdadeiros destroços começaram a aparecer e finalmente os primeiros corpos foram resgatados o sonho havia terminado, restou-me apenas pedir a Deus que em sua sepultura final todas aquelas almas tivessem paz e que suas famílias fossem consoladas por sua fé e pela conformação que o destino de todos nós faz parte de uma lógica que nossa inteligência não alcança.
Aos homens mortais resta apurar as causas e usar os resultados para que novos acidentes não ocorram mais pelas mesmas falhas ou defeitos. E que ao subir num avião não nos dê sempre a sensação que estamos participando de uma loteria negativa, onde ser sorteado por uma estatística rara signifique perder a vida.
Muitas pessoas tornam-se indiferentes ao amor porque em algum ponto descobrem que amar trás consigo certa dose de sofrimento, de abnegação e de dedicação a algo que pode ser que não dure, que não dê certo, que não de o mesmo retorno do investimento emocional. Então muitos desistem mesmo antes de tentar.
Samuel antes de conhecer Sarah pensou : “Eu amarei a mulher que você vai se tornar”.A pessoa por quem nos apaixonamos muda.Como na frase do filme : “”O amor é como o mar, é algo em movimento, e elemuda de acordo com a maré”.E nós mudamos também.O que seguramos com a mão esquerda podemos deixar escapar com a direita.
Nadar na superfície é fácil, mas eu quero ver você ter fôlego pra mergulhar até o fundo, para perder a respiração, para ver os peixes coloridos, mas correr o risco de ser envenenado pelo rabo da Arraia. O romântico não é um idiota que fica sonhando, pelo contrário, ele sonha sabendo, ele mergulha sabendo que pode bater a cabeça nas pedras.Mas ele mergulha mesmo assim.Então ele é louco? Talvez, mas ele arrisca, a razão é ótima, é maravilhosa, nos permite planejar a vida, ganhar dinheiro, nos protege de “roubadas”. Mas é incompleta. A racionalidade sozinha é incompleta.Café sem açúcar, dança sem par.
A sensibilidade romântica transcende rótulos, ela nos permite viver sentimentos extremos e vividos com enorme intensidade, torna o amor à experiência central da vida, transforma as pessoas, as engrandece e enobrece. Tem o poder de revelar a nós mesmos como somos, com nossos defeitos e qualidades, em nosso esplendor e em nossa miséria, constitui o caminho para o autoconhecimento.
A vida não é só sonho, viver é ser demitido do trabalho, é comprar um carro novo, pagar contas, tirar o nome do vermelho, fazer supermercado, se espiritualizar, manter um namoro com alguém muito diferente de você, sentir saudade de casa, voltar para casa, dançar de meias sozinho na sala, enfim cada um vive sua vida de um jeito.Uma parte a gente sonha a outra a gente realiza e é essa é a medida certa,embora seja um equilíbrio distante.
É uma pena que nesse mundo ninguém ama mais ninguém, mas ainda bem que Deus é bom e os sensíveis aqui estão, e nós amamos tanto e por todos que salvamos o amor e o planeta de sua extinção.
P.S.: A canção é de Lázaro ex-integrante da banda de axé Oludum que se converteu ao cristianismo após quase morrer devido ao vicio das drogas. A espiritualização é necessária, não importa religião, o materialismo é a maior ilusão já criada.A satisfação de possuir se arrefece e então como escravos buscamos sempre mais e mais sem nunca ficarmos satisfeitos.
Ninguém precisa renunciar aos bens matérias, mas é preciso saber que a matéria é passageira e a espiritualidade é eterna.
Por um olhar, um mundo; por um sorriso, um céu; por um beijo...não sei que te daria eu.
Gustavo Adolfo Bécquer
Ao te beijar, capto cada nuance do seu corpo, eu sinto o cheiro da sua alma invadindo impetuosamente os meus dois pulmões, percebo cada poro do seu corpo através da voltagem da sua língua. Você treme inteira. A saliva da sua boca contém quantidades de hormônios que são o indicador de sua personalidade, da sua forma de amar e de fazer amor. Pelo seu beijo eu sei tudo de você. Assim não temos escapatória.
Em tempos onde tudo é permitido o amor romântico está em crise. Porque o amor , aquele que queima, arde, explode e cria, exige tempo, dedicação, paciência, ócio mesmo, como na canção da Rita Lee “Mania de você” : “Nada melhor do que não fazer nada, só prá deitar e rolar com você”.E ninguém tem mais tempo pra isso, o tempo virou dinheiro e se afastou do amor.
E quem é romântico se sente deslocado no tempo, perdido numa selva de boçais, de mulheres frívolas e superficiais. Quando se fala de amor hoje em dia é como se falasse de um mito, de algo de outro mundo. Porém porque será que as canções que falam de amor ainda interessam tanto? A liberdade tornou as pessoas ainda mais solitárias, que estranho fenômeno, não?
O prazer está em alta, e a liberdade é encarada pelas pessoas como uma forma de satisfazer todos os seus anseios e minimizar suas frustrações, ser feliz hoje é realizar suas vontades de forma ilimitada, e isso é tão solitário e egoísta que amor algum sobrevive a esse regime.
E eu não vou atirar a pedra em quem é assim porque eu já fui assim e provavelmente ainda devo ser um pouco, mas quando se toma consciência da “Matrix”, ou seja, quando notamos a dominação do “sistema”, de um cruel inconsciente coletivo atuando sobre nós, passamos a prestar mais atenção nos nossos atos e a evitar, pelo menos tentar deixar de cometer atos automáticos e a seguir a “manada”.
O amor romântico nos limita, poda nossos galhos, mas fortalece nosso tronco. E os frutos de uma arvore como essa são docinhos, docinhos. Tenho duas sobrinhas que são assim, Elisa e Laís, resultado de um amor romântico que vence as ondas grandes e navega mar adentro em desafio.
Como engrenagem desse quase infinito mecanismo chamado universo sinto que o micro, que se parece tão desprezível diante do macro, na verdade o domina.Os micróbios capazes de destruir os organismos complexos, os pensamentos pequenos capazes de comprometer destinos grandiosos e os momentos breves de deteriorar nosso tempo inteiro.
E pensando em tempo é que temos ampliado esse conceito, os minutos passam como se fossem segundos e os dias como se fossem meras horas. Aquele longo mês hoje parece que durou só um dia, e os anos que já ficaram para trás nos deixam a sensação que se transcorreram em apenas uma semana.
No micro o que é grande transforma-se em pequeno e o que é pequeno fica gigantesco, as escalas criadas pelo homem são nulas diante dessa dimensão. Apenas uma ínfima parte de mim despertou do sono profundo e já posso ver muito mais que havia visto antes.”Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais”.
Pelo ar que respiro e por aquele já respirei, por aquilo que esqueci e pelo o que ainda sei, pelo que perdi e por aquilo que conquistei, pela minha falta ou pelo meu excesso, pela minha derrota ou pelo meu sucesso.
Ontem eu sonhei, hoje realizei, mas amanhã passará, horas, estrelas e passarinho. Muitas escolhas, se eu morrer antes de você, lembre-se, do som da minha voz dizendo “você vive em mim”, e se eu sobreviver depois que você se for, toda vez que chover vou chorar, é o nosso pacto, nosso acordo eterno de lembrança.Pela minha fraqueza e pela minha força, pela minha alegria e pela minha tristeza.
Deitei no lago congelado mesmo com o gelo fino e ameaçando quebrar, imaginei você deitada do meu lado e com aquele brilho eterno de um amor sem memórias cintilando em seu olhar. Eu já te disse tantas vezes, mas direi ainda quantas outras foram necessárias, vamos conhecer as nossas almas antes que o nosso tempo acabe.Pelo beijo ou pelo abraço, por aquilo que me fazem ou por aquilo que eu mesmo faço.
Flor vermelha de folhas douradas que brotou nas pedras do meu deserto, foste à primeira visão colorida que vi desde quando retirado do mundo passava pelo processo. Pelo meu destino revirado do avesso, pela lua que brilha e está parecendo um sol nessa noite, pelo meu pijama azul porque enquanto durmo ainda me pretendo céu, pelas batalhas de junho que vencerei no punho e pelos passos do meu caminhar, não sei onde você está, mas tenho certeza que te encontrarei em algum lugar.Pelo meu coração ou pelo meu olhar, pela minha razão ou pela minha imaginação, pelo meu sim ou talvez até pelo teu não.
Meu primeiro filme de junho veio assim, quase que por acaso, há quem diga que acaso não existe, que tudo tem uma razão, talvez sim, talvez não. Mas o que importa é que “Reine sobre mim” é um filme que assisti com muito carinho é que por sua sensibilidade ele tocou uma nota lá na música da minha alma. Um dó.
A história é sobre um dentista, Adam Sandler o interpreta, que perde toda a família, a esposa e três filhas, num acidente de avião nos atentados de 11 de setembro. Com uma perda dessa magnitude é de se esperar que ele perca totalmente a razão de viver.
E ele acaba mesmo preso dentro de uma angústia e solidão sem querer encarar sua perda. Perde o contato com a realidade, parece viver num mundo a parte do resto da humanidade, mas é salvo dessa condição por um ex-companheiro de quarto dos tempos da faculdade que o reencontra por acaso e assume a difícil tarefa de tentar libertar o amigo de sua fantasia sem perceber que essa jornada mudará também a sua maneira de ver o mundo.
O filme mostra como cada um de nós reage diante de uma perda, cada um tem uma maneira de encarar ou de fugir da realidade. Ou enfrentamos aquela perda ou nos escondemos da vida, ou choramos nossos mortos até a última lágrima ou disfarçamos fingindo estar sempre tudo bem.
As fragilidades humanas nunca são bem compreendidas, eu passei por uma perda recentemente e senti na pele como as pessoas não entendem o nosso sofrimento, a nossa temporária desestruturação e a nossa tentativa de se levantar das cinzas e dos escombros compartilhando nossa dor.
O dentista interpretado por Adam Sandler no filme se recusa a aceitar a realidade, fica perambulando pelas ruas num patinete motorizado, não tira dos ouvidos um imenso fone sempre tocando musicas de Bruce Springsteen, seu apartamento é um completo caos com disco de vinil espalhados por todos os lados e ele não para de jogar um violento game chamado “Colossus”. Paira sobre si uma absoluta negação da própria vida.
Mas ele é salvo por um amigo, a amizade é um dos sais do mundo, uma das faces mais abençoadas do relacionamento humano, ser amigo é possível com qualquer pessoa que estabelecemos uma ponte, a amizade é a nossa conexão com o mundo, uma porta que abre para fora, mas que deixa entrarem pra dentro de nós.
O titulo do filme foi inspirado no canção do The Who, “Amor, reine sobre mim”.Sim amor reine sobre mim, sobre ele, sobre ela, sobre nós.Amor reine sobre o tempo, sobre a distancia, sobre todas as coisas que a eternidade já provou serem menores que você.
Amor reine sobre mim, faça do meu eu o seu reino, da minha alma tua coroa e do meu coração a tua eterna casa. Amor reine sobre mim e encontre logo a nossa rainha.
Love Reign Over Me (The Who)
Apenas o amor Pode fazer chover Do modo que a praia é beijada pelo mar Apenas o amor Pode fazer chover Como a transpiração dos amantes Posto nos campos.
Amor, reine sobre mim Amor, reine sobre mim, chuva sobre mim
Apenas o amor Pode trazer a chuva Que faz você desejar o céu Apenas o amor Pode trazer a chuva Que cai como lágrimas lá do alto
Amor, reine sobre mim
Na árida e empoeirada estrada As noites que passamos sós Eu preciso voltar para casa, para a fresca chuva Não sou capaz de dormir então me deito e penso A noite é quente e negra como tinta Ó Deus, eu preciso de um a dose da fresca chuva
“... sou baixinha, mas sou saudável sim, estou nas alturas, porém com os pés no chão, sou sensata, porém estou confusa, estou perdida, porém tenho esperanças...Eu sou livre, porém disciplinada/Sou imatura, porém sou sábia/Sou durona, mas sou amáve,l querido/Estou triste, mas estou rindo/Sou valente, mas ao mesmo tempo uma covardona /Eu sou maluca, mas sou bonitinha, querido”
( Trecho da canção: “Hand in my pocket” – Alanis Morrisette)
Toda vez que coloco a mão para escrever no teclado me pergunto, “Por que eu continuo fazendo isso?” e nem bem termino de pensar nessa frase a resposta já vem fervendo : “Porque este é o seu dom, porque este é o seu papel, porque essa a sua maneira de contribuir com um mundo melhor”. Todos esses anos escrevendo praticamente todos os dias me tornaram um homem melhor, fui aprimorando não só o estilo e as mensagens, mas meu coração foi ficando cada vez mais aberto e forte. Todos esses anos fiz muitos amigos através da escrita e há pessoas que me lêem que nunca falaram comigo.Eu não importo, um dia elas vão falar e quando isso acontecer eu sempre terei uma palavra de agradecimento, porque aquilo que a gente dá com a mão direita recebe com a mão esquerda aberta.O mensageiro é como a lua, não tem luz própria, mas sua face reflete o brilho das mensagens de uma inteligência bem superior a sua.
Eu continuo meu caminho mesmo sabendo que ele pode ser feito de extremos: tragédias e bênçãos, dramas e comédias, “sins” e “nãos”.Amanhã eu posso morrer a qualquer instante, mas também posso alcançar algo que não esperava, algo súbito pode me atingir, para o bem ou para mal, mas eu não paro, eu não me paraliso, eu sigo o curso, eu vou até o fim, até onde está determinado que eu vá.
Um dia eu não estarei mais aqui, porém haverá sempre alguém para nos dizer algo que pensávamos, mas não sabíamos expressar, queria iniciar esse mês que amo tanto dizendo coisas boas e corajosas, neste mês termina o primeiro semestre do ano, é o mês das festas juninas, uma tradição tão bonita e saudável quando bem festejada sem excessos ou irresponsabilidades, é o mês dos namorados e o mês em que completarei 35 anos no dia 24.
Tudo aquilo que pensamos, que verbalizamos ou escrevemos com fé ganha autoridade sobre a matéria, mesmo sabendo que a nossa verdadeira guerra não seja com a carne, mais espiritual, que nas batalhas de junho nós os soldados da paz com flores nas mãos sejamos capazes de derrotar qualquer exército que se levantar conta nós.
Que venha Junho e que ele seja um mês de grandes acontecimentos!!!