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Não consigo parar de pensar em você
Se hoje sangro é porque fui eu mesmo que me cortei, e de tão profundo esse corte quase me tira todo sangue, enlouquecido e fraco me dá vontade de arrancar meus olhos, de gritar a plenos pulmões teu nome...mas sei que você não pode me escutar, a vida sempre continua, ela tem que continuar, por maior que seja a dor que eu sinta, não posso parar.
A mim jamais foi dado de presente pelo destino o dom de escolher meus amores, eu sempre fui escolhido, pelas moças de vestido de lua, pelas pastoras de nuvens, pelas mulheres que vivem na neve e pela filha do vento...e uma vez selecionado por elas nasce um novo ser dentro de mim, tanta vontade que tenho de amar as pessoas, de mostrar pra elas quem eu sou, de não esconder minhas trevas e de iluminar e aquecer com minha luz.Os passos do meu caminhar, tantos nomes, eu amei a lua, eu amei a nuvem, eu amei a moça que tocava piano, a que era uma boneca de pano, eu amei a Lírio do campo, eu amei a ventania...tenho medo de morrer sozinho atormentado pelos fantasmas, como um castigo por ter amado demais, como se amor, como se amor, como se amor....como se amor pra mim fosse uma eterna dor.
Mas como tudo na vida...mas como tudo nessa vida....mas como tudo nessa vida um dia acaba, e os pecados foram todos meus, nunca ninguém pegou meu coração e o atirou pela janela para que ele se espatifasse no chão, fui eu que sempre errei.
Eu estou logo atrás de você, mas sei que não quer mais olhar para trás, as ondas se quebram na praia e fazem espuma, o mesmo vento que sopra os teus cabelos também sopra os meus, posso sentir seu perfume, posso até mesmo saber o que está pensando. “Eu disse que te detestava? Que jamais te perdoaria pelo o que me fez? Eu sempre quis deixar tudo isso para trás, mas você não quis, mas você preferiu escapar, fugiu com outra.E quando se arrependeu e tentou voltar, já era tarde demais...”
Escrito por Andre Luis Aquino às 17h04
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Esconde-esconde
Meu amor secreto, tal qual meu avesso ou semelhança, meu sonho intimo de criança, casar com a minha moça de vestido feito pela luz da lua, minha cidade invisível, onde me refugio longe da tua, quando estou cansado de viver, nela o rio que a corta ao meio é feito de minhas lágrimas, mas suas ruas são todas enfeitadas pelos meus delírios, flores que brotam no meio do asfalto, a lua e o sol brilham juntos lá no alto, nessa cidadela só vivem os que moram no meu coração, por isso sou feliz lá no meu caminhar, porque ninguém pode me machucar. Meu mundo oculto, onde meu orgulho ferido fica curado,meu anjo da guarda protetor alado, resguarda minha alma, não impede meu sofrer, mas poupa meu espírito, daquilo que sinto e deixo todo mundo saber. Meu esconderijo dentro de mim, quem me vê não me olha, a água deles não encharca só me molha, minhas mensagens telepáticas, ouve quem tem que ouvir, comunicações dramáticas minhas, o essencial está nas entrelinhas.Meu desejo reprimido de ser mais querido, não por qualquer pessoa, mas por ela, antes que tudo se acabe, antes que o fogo consuma toda nossa vela.
Escrito por Andre Luis Aquino às 16h09
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Ondas cerebrais
O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão.(Clarice Lispector)
Deixa-me saber o que você sente, como se eu estivesse aí, bem ao seu lado, segurando sua mão e fosse me dizendo uma a uma as palavras que eu sempre pensei que não me diria. Anseio por saber de ti. Essa angustia não é de toda má, guarda no coração de seu espinho uma velha e desgastada semente de esperança.
Nesse jardim passeio pelo escuro e vejo brilhantes os olhos da serpente de luxúria.Pronta para dar seu bote e picar meu pescoço inoculando seu veneno mortal.
Um mar sai de meus olhos agitados pelas minhas ondas cerebrais, um vento sóbrio vem vindo lá de longe, assoviando uma canção sideral, então a madrugada tilinta de frio, enquanto meu coração sangra na curva de um rio...
Escrito por Andre Luis Aquino às 23h55
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Dentro do coração selvagem
Dentro do coração selvagem o amor é um lobo que devora as ovelhas que se desgarram do rebanho.Nessa selva de batimentos descompassados a maça brilha intensa pronta para ser colhida pelo pecador.O seio de sua encantadora nutre seu desejo, alimenta a sua vontade de ir morar dentro dela, entre seus seios.
A neve derrete, a montanha chora, teme que o vento, tão gentil comigo quando estou na beira da praia, lhe retire as arestas e a faça ser apenas uma pequena escarpa. Aliás, o medo dentro do coração selvagem assume tons apocalípticos, é capaz de impedir o sucesso porque mata no ninho qualquer tentativa.
Clarice brilha nessa minha madrugada, então tomo em minhas mãos seu livro, “perto do coração selvagem” e vou despetalando-o, folha a folha sorvo as gotículas que ela deixou lá .Clarice é assim só depois de muito tempo é que você a entende, para ler suas palavras a presa é uma inimiga mortal.Dois parágrafos, dois batimentos do coração selvagem de Clarice:
“A máquina do papai batia tac-tac... tac-tac-tac... O relógio acordou em tin-dlen sem poeira. O silêncio arrastou-se zzzzzz. O guarda-roupa dizia o quê? roupa-roupa-roupa. Não, não. Entre o relógio, a máquina e o silêncio havia uma orelha à escuta, grande, cor-de-rosa e morta. Os três sons estavam ligados pela luz do dia e pelo ranger das folhinhas da árvore que se esfregavam umas nas outras radiantes. Encostando a testa na vidraça brilhante e fria olhava para o quintal do vizinho, para o grande mundo das galinhas-que-não-sabiam-que-iam-morrer. E podia sentir como se estivesse bem próxima de seu nariz a terra quente, socada, tão cheirosa e seca, onde bem sabia, bem sabia uma ou outra minhoca se espreguiçava antes de ser comida
“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não toca.” (Clarice Lispector)
Escrito por Andre Luis Aquino às 01h08
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Liberdade! Liberdade!Liberdade!
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Ao descer da montanha pelo caminho do meio percebi que embora eu chore, as estrelas não vão deixar de brilhar, “Bem aventurados os que choram, porque serão consolados”.
Desci as encostas em beira de abismos e me equilibrando para não cair nos penhascos , senti o vento frio rachar meus lábios.Lá embaixo está o mundo a qual pertenço, não posso viver para sempre com a cabeça nas nuvens, preciso voltar.
Uma lenda budista conta que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria o Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram.Na minha descida eu fiquei admirando uma flor de lótus. A semente de Lótus pode ficar mais 5.000 anos sem água, somente esperando a condição ideal de umidade pra germinar. Ela nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde só então mostra suas luminosas e imaculadas pétalas, que são autolimpantes, têm a propriedade de repelir microrganismos e poeiras. É a única planta que regula seu calor interno, mantendo-o por volta de 35º, temperatura parecida com a do corpo humano. O botão dela tem a forma de um coração, e suas pétalas não caem quando a flor morre, apenas secam.
Transfigurado no monte das Oliveiras, Jesus proferiu uma mensagem destinada aos homens de todos os tempos, ensinou o avesso daquilo que os homens pensavam, fazendo-os refletir na felicidade, não como a posse de bens materiais, mas de seus bens espirituais intangíveis as mãos, mas que habitam a nossa alma. O paradoxo do ser humano é acreditar que aquilo que lhe faz chorar é sinal de sua destruição. Lágrima é salgada como o mar, a água é o lar do inicio de toda criação desse planeta.
Estou descendo da montanha voltando ao vale onde nasci.As raposas têm suas tocas e as aves do céu, seus ninhos, mas o filho do Homem não tem onde repousar a cabeça.
O pecador está retornando ao seu lar Nenhum ser nos foi concedido. Correnteza apenas  Somos, fluindo de forma em forma docilmente: Movidos pela sede do ser atravessamos O dia, a noite, a gruta e a catedral
Assim sem descanso as enchemos uma a uma E nenhuma nos é o lar, a ventura, a tormenta, Ora caminhamos sempre, ora somos sempre o visitante, A nós não chama o campo, o arado, a nós não cresce o pão Não sabemos o que de nós quer Deus Que, barro em suas mãos, conosco brinca, Barro mudo e moldável que não ri nem chora, Barro amassado que nunca coze
Ser enfim como a pedra sólido! Durar uma vez! Eternamente vivo é este o nosso anseio Que medroso arrepio permanece apesar de eterno E nunca será o repouso no caminho
(Hermann Hesse – “O jogo das contas de vidro”)
Escrito por Andre Luis Aquino às 02h16
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A teimosia mingua minha mágoa
A primeira morte acontece logo depois do nascimento, quando chegamos ao mundo nosso tempo começa a contar imediatamente.Ainda bebês sentimos o gosto do sofrimento, através das dores de ouvido, das cólicas, das assaduras, das brotoejas, dói muito nascer, aprendemos logo cedo que quem chora não mama e que as lágrimas são a sublimação do que sentimos lá dentro.Jamais vou me esquecer do meu irmão chegando lá na casa de São Sebastião onde meus pais moram com a Elisa no colo e chorando de desespero achando que ela estava morrendo porque não conseguia mamar.
Outras mortes vão nos acontecendo à medida que vamos descobrindo o mundo, a decepção de saber que não somos o centro do universo, que as coisas não são do jeito que a gente quer, que as pessoas mais competem do que amam, que não vamos conseguir que todo mundo goste da gente e que vão ter pessoas que vão sentir inveja e mesmo nos odiar.Morremos em nossas desilusões amorosas, em nossos pequenos e grandes fracassos.Na morte de nossos sonhos.Ainda em vida vamos vendo morrer nossa juventude, nossos entes queridos, nossas possibilidades que pareciam infinitas e que vão se reduzindo até sobrar só uma.No começo de nossa estrada nos deparávamos com várias encruzilhadas, tantas direções para se escolher.Mas com o tempo as bifurcações vão desaparecendo até ficar um só caminho.
Apesar de sermos seres civilizados o processo de seleção natural descoberto por Darwin permanece, “só o mais fortes sobrevivem”, o sistema imunológico tem que ser fortalecido, primeiro pelo leite materno, depois pelo o que comemos.Somos seres complexos e siderais, formados pelas “partículas das estrelas”.O mundo é cruel com aqueles que não se adaptam, uns enlouquecem, outros fogem da realidade e há aqueles que se suicidam.Mente, corpo e espírito precisam ser fortes, pra enfrentar esse mundo que é selva, não temos predadores, porém “o lobo do homem é o próprio homem”.A injustiça, a falta de renda e de oportunidades, as feridas na alma são nossas outras muitas mortes.
Mas assim como a primeira morte acontece logo depois do nascimento, nunca deixamos de nascer, e mais, de nascer de novo, renascer, de ressurgir das próprias cinzas, de se reerguer, de arrancar forças sem saber de onde.Tantas vezes me vi atirado num abismo, sentindo um desespero que parecia não ter fim, a situação parecia não ter saída e havia pouco a se fazer.Porém uma luz sempre surgiu, até agora sempre fui salvo por um farol que ilumina a noite.Minha avó, capixaba de nascimento, mas mineira de alma, que já está com seus oitenta e poucos anos tem uma frase maravilhosa:
“Você vem de uma família de teimosos, de gente custosa pra desistir das coisas, use sua teima em seu favor”. Vovó é uma mulher e tanto e sempre será .
E minha teimosia e que tem feito o efeito de me manter sempre em frente, qualquer mágoa mingua diante de um obstinado coração.
P.S.: No vídeo vemos um Poema de Adriana Falcão.Quem é ela? Adriana Falcão é roteirista e escritora. Ela nasceu no Rio e mudou-se para Recife aos 11 anos. Quando soube que ia se mudar abominou a idéia, pensando que no nordeste só encontraria pessoas feias e burras. Um tempo depois ela começou a se apaixonar pelo lugar. Adriana é formada em arquitetura, formou-se no Nordeste e logo após formar-se voltou para o Rio de Janeiro junto com João Falcão, seu marido, que se mudou para fazer teatro, ela foi com ele, lá ela começou a escrever os diálogos, os atores começaram a gostar de seus diálogos e a usá-los nas peças.Ela nunca exerceu a profissão de arquiteta, pois logo descobriu sua vocação: A literatura. Ela traz uma história de vida trágica. O pai se suicidou e a mãe, um tempo depois, tomou uma dose exagerada de comprimidos para dormir, e acabou falecendo. Ela no entanto prefere mostrar nas suas obras, como ela mesma diz,“uma coisa legal”. Ela diz que o mundo já está ruim demais e ela acredita que tem uma missão: fazer as pessoas mais felizes. Seu primeiro romance adulto foi A Máquina. Como roteirista escreveu para séries como Comédia da vida privada, A grande família, além de escrever roteiros para o cinema. Além dos roteiros ela publica crônicas na revista Veja Rio.
Escrito por Andre Luis Aquino às 23h19
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Você não é o homem que eu imaginei
Eu jamais tinha a visto com meus olhos antes, mas o nosso encontro já tinha acontecido muitas vezes, no presente, no passado e no futuro, é o que chamamos de destino quântico.Tudo acontecendo ao mesmo tempo.
Toda vez que ela estava pensando em mim eu sentia seu perfume doce invadindo meus pulmões, meu coração disparava, essa foi sem dúvida a mais sublime das minhas paixões até aqui.
Quando eu pensava nela, em sua intuição vinha um chamado, “Eu posso te sentir, no quintal o vento está fazendo a curva, mando um beijo por ele, porque sei que ele vai te entregar”
Se o sorriso dela estivesse na boca de outra pessoa não teria o mesmo charme, ser especial para as pessoas é algo que nos apetece, mas se sentir especial para elas é algo totalmente diferente, os seres humanos são imperfeitos, mas tornam-se mais luminosos quando amam.Por isso não podem desperdiçar as chances que surgem, mesmo quando o destino se disfarça de acaso, só pra nos despistar. O medo me faz me ver como um Quasímodo, o corcunda de Notre Dame, preso dentro de uma torre. Faltava pouco pra me convencer que era a pessoa errada, de ver o fim antes do começo, entre aquele minuto e o próximo imaginava a possibilidade de ouvir duas frases, hello stranger(“olá estranho” como aquela saudação que Natalie Portman dá a Judie Law no filme “Closer” após vê-lo pela primeira vez) ou Você não é o homem que eu imaginei que você fosse
Escrito por Andre Luis Aquino às 01h35
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Medos Privados em Lugares Públicos
O filme “Medos Privados em Lugares Públicos” é baseado numa peça e mostra a vida de seis pessoas que vivem solitariamente em Paris.Mas a solidão deles é algo que não tem haver com companhia ou presença física, é muito mais o sentimento de isolamento que é descrito.Os seis personagens cruzam suas trajetórias na historia, bem parecido com o poema de Drummond “Quadrilha”, porque as relações vão formando uma ciranda.As mãos ficam dadas, mas os corações jamais se conectam.O título em francês “Cœurs” quer dizer coração.
Do outro lado do oceano, quem vive em São Paulo como um solteiro, a solidão de maneira irônica torna-se uma grande companheira.Porque quando se gosta da própria companhia ficar sozinho não é um problema.E estar com alguém é mais um encaixe recíproco do que um complemento de ilusões.
Algo que parecia tão árido na época do “colégio” agora ganha um novo significado.A gente aprende em química que para um grande número de elementos adquire estabilidade eletrônica quando seus átomos apresentam oito elétrons na sua camada mais externa. Os Átomos se combinam entre si para obter uma “configuração estável mais próxima da de um gás nobre” para formar moléculas.Assim um casal é uma molécula.Se Vanessa se apaixona por Humberto, sendo que Vanessa tem numero atômico 6 e Humberto 1, a formula do amor dos dois será VaHu2.
O título do filme em português exprime o sentimento dos personagens, seu anseio em acabar com a solidão, fugir de si mesmos relacionando-se socialmente com outras pessoas e a frustração que isso causa.O filme tem um certo ar fantástico, da mesma linha de “Amelie Poulain”.Quem vive em cidade grande vai desenvolvendo várias neuroses, que está sendo observado, seguido, que corre risco o tempo todo, sente pânico, medo , solidão.
Muitas pessoas se perdem pra sempre na sua solidão, são assombradas pelos fantasmas do passado e não conseguem se conectar por completo no presente.As paixões ficam passageiras, e o desejos viram simples prazeres, as relações ficam rasas e superficiais.
A cena mais bonita no filme resume toda a história, dessa história e de muita gente, lá fora está nevando e também está nevando dentro do apartamento do personagem Lionel.

“Solidão é um açúcar amargo no meio do apartamento sozinho dançar
o que tem hoje pra jantar?
Sopa de aspargo
Eu rasguei a carta que te escrevi
Vi as letras despencarem
E chorarem ao se espatifar no chão”
Escrito por Andre Luis Aquino às 18h47
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Como um filme diante dos meus olhos
Ontem eu fiz aniversário e comemorei com amigos. E na volta vim pensando no caminho, eu falo comigo mesmo o tempo todo, perdido em pensamentos me emocionei A gente não é o dono da verdade, precisa que ás vezes as outras pessoas digam algo sobre nós, sobre o que pensam de nossas atitudes, e nos digam como nos vêem.Somos o tempo todo analisados pelas outras pessoas, assim como fazemos com elas.
Mas sentir orgulho de si mesmo, embora reconheça os erros aqui e ali, mesmo sabendo que muita coisa poderia ter sido diferente, fechar os olhos na noite de aniversário e chorar sozinho deitado na cama do quarto foi um dos meus melhores presentes. Sei que não estou nem no meio do caminho, mas já percorri um bocado de chão até aqui e para cada lágrima que eu sentia escorrer pelo meu rosto eu via uma cena, assisti minha vida passar como um filme diante dos meus olhos...
Ainda ontem antes de adormecer eu ainda era um bebê no colo da minha mãe, quando acordei já tinha oito anos, brinquei durante toda a manhã e quando em sentei na mesa para almoçar estava com quinze anos.Durante a tarde enquanto estudava completei 18 anos e entrei na universidade.E quando o dia acabou e começou a anoitecer eu olhei nos espelho e vi meu primeiro cabelo branco que acabara de nascer, eu tinha acabado de completar 34 anos naquele exato instante....
Escrito por Andre Luis Aquino às 23h51
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Para Uma Menina Com Uma Flor
Para a menina dos meus olhos, para a mulher do meu coração, para a moça que me deixa as mãos suaves, para garota que me faz arder de paixão. Porque sou exagerado e não saberia ser diferente, amar você será pra sempre um eterno “não contentar-se de contente”...
Para Uma Menina Com Uma Flor
Vinicius de Moraes
Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado. E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo. E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro. E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, “Minha namorada”, a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois. E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha- a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa. E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.
Escrito por Andre Luis Aquino às 20h06
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As vinhas do desejo
Vinho e frio combinam muito.Aliás, o frio incita a necessidade de aconchego e de calor humano, mais conhecido como amor & desejo.Das uvas nasce o vinho e segundo a mitologia Romana o Deus Baco as usava em suas celebrações libertinas, colocando uma a uma na boca de suas voluptuosas amantes.E por esse caráter lascivo que o vinho é revestido de sensualidade.Recebe ainda outros rótulos além daquele do que vai na garrafa, como o de ser uma bebida refinada e que em doses moderadas faz bem a saúde.Aos que entendem da alta gastronomia, o vinho é indispensável para a apreciação perfeita de um bom prato.
O vinho permeia a sensibilidade humana e como um elixir proporciona aos que o sorvem delicadamente um êxtase inebriante de alegria e excitação Para muitos o vinho funciona como uma espécie de “soro da verdade”, a sua degustação de forma lenta e gradual vai soltando a língua, deixando o corpo mole e amaciando a pele.Gole a gole o clima vai esquentando, os olhares furtivos e uma crescente atração vai tomando forma desde o céu da boca até a ponta dos pés.Então um prazeroso calor toma conta do nosso corpo. Homem, mulher e vinho fecham o ciclo do prazer.
Contaram-me que os cálices inventados pra se tomar vinho tem essa forma porque antigamente os amantes tinham o costume de derramar o vinho no colo da companheira e sorvê-lo pouco abaixo de seus seios.Quando nos dizem que somos como vinho querem sugerir que tal qual ele, com o tempo, os maus ficam azedos e os bons apuram.
Bento Gonçalves no Rio Grande do sul me traz essa lembrança, a de que cada vinho tem uma personalidade própria e que a gente só decide de qual mais gosta. O espírito é variável como o vento.../Mais coerente é o corpo, e mais discreto./Mudaste muita vez de pensamento,/Mas nunca de teu vinho predileto...nada melhor do que um gaúcho pra falar de vinhos.Mário Quintana.
As uvas nobres para o tinto Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Syrah; para o vinho branco, Chardonnay, Chenin Blanc, Riesling , Sauvignon Blanc,Tempranillo.Queijos e vinho, “Dá-me vinho, porque a vida é nada” disse Fernando Pessoa.Nada mais charmosa do que uma Champanhe, o vinho espumante que faz cócegas no céu da boca, parece inofensiva, mas que bastam algumas taças entorpecidos trançamos as pernas e atamos nós em possíveis abraços carinhosos.
A intimidade com o vinho nos faz descobrir que o seu cheiro é tão importante quanto seu sabor.É o seu bouquet.Sentir o aroma é buscar a proximidade daquilo em cuja profundidade queremos mergulhar por inteiro.As insinuações de um perfume nos atraem para o mistério de seu gosto, da ânsia de provar com o paladar.Alguns são atraídos pelo aroma adocicado, outros pelo perfume floral, pelo cheiro de fruta, amadeirado. A ousadia do nariz o torna um órgão sensual.
Vinicius de Moraes gostava do Wisky, dizia que “ele é o melhor amigo do homem, é o cachorro engarrafado”.Apesar de sua elegância e verve britânica, sua alta graduação alcoólica fazem dele uma bebida muito forte e traiçoeira, sobe rápido demais, não serve pra mim, prefiro o vinho, pois se o wisky é um cowboy rápido no gatilho do velho oeste, o vinho é uma dançarina de can-can do Moulin Rouge em Paris. Soneto do Vinho, de Jorge Luis Borges
Em que reino, em que século, sob que silenciosa Conjunção dos astros, em que dia secreto Que o mármore não salvou, surgiu a valorosa E singular idéia de inventar a alegria? Com outonos de ouro a inventaram. O vinho flui rubro ao longo das gerações Como o rio do tempo e no árduo caminho Nos invada sua música, seu fogo e seus leões. Na noite do júbilo ou na jornada adversa Exalta a alegria ou mitiga o espanto E a exaltação nova que este dia lhe canto Outrora a cantaram o árabe e o persa. Vinho, ensina-me a arte de ver minha própria história Como se esta já fora cinza na memória.
P.S.: No primeiro video temos Kim Basinger e Mickey Rourke numa famosa cena de "9 e 1/2 semanas de amor" onde a comida vira objeto de prazer.
Escrito por Andre Luis Aquino às 23h11
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Amar a si mesmo
“Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação.” (Madre Teresa de Calcutá)
É preciso preencher dentro de sim mesmo os espaços vazios, porque se assim não o fizer acaba-se vivendo de forma amargurada e cobrando do outro que ocupe um espaço que nós mesmos não conseguimos ocupar.É isso que querem nos dizer quando dizem que “você precisa primeiro se amar antes de amar outra pessoa.”
Assim como não amamos outra pessoa só por sua beleza, também não nos amamos só pela nossa beleza. Ainda que não sejamos belos, sempre haverá algo para se admirar.Amar a si mesmo é muito parecido com amar outra pessoa.Amamos nosso jeito de ser, de pensar ou de se relacionar com as outras pessoas.Há sempre algo em nós para ser amado.Como há na outra pessoa.
A auto-estima é um como uma cápsula protetora da inveja, da tentativa das outras pessoas de nos roubarem a coragem e o brilho.O ser humano tem em seus processos mentais a cobiça e a intenção, ainda que não lhe seja espontânea, de humilhar o outro para se sentir por cima.A auto-estima é quando olhamos pra dentro de nós e reconhecemos nossas qualidades e talentos.Não importando o que o outro diga.Hoje vejo claramente nos olhos, nos atos e mesmo nas palavras, pois elas tem uma vida secreta, a intenção do outro de me derrubar.Mas a minha casca é dura, minha auto-estima é como um casco de tartaruga, uma concha que me protege como um caramujo.
Porém é possível enganar a si mesmo, criando para si uma imagem irreal, desprovida de critica, de consciência dos nossos defeitos e dos nossos desejos reprimidos. Assim nos tornamos arrogantes e pessoas que se impõem pelo escárnio e pela ironia.Mas quem é trovão não pode ser raio.Sentir prazer na humilhação do outro ou se impor dessa forma é como cavar a própria sepultura.É bem doloroso porque essa cova não é de uma hora para outra que fica pronta, justamente por demorar é que castiga o executor de si mesmo com a crueldade fabricada em seu coração amargurado e mal amado.
Olhar em seus próprios olhos e sentir o encontro do corpo com a alma. Pensar em si mesmo e sentir orgulho dos próprios pensamentos.Andar de cabeça erguida mesmo que estejam lhe atirando pedras.Não ter medo de suas escolhas e se elas estiverem erradas se arrepender e começar de novo, tudo outra vez, desde o começo.
Amar a si mesmo é o primeiro sinal de evolução.
Escrito por Andre Luis Aquino às 00h30
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Consolação
Meu parto é sem fim, todos os dias eu saio do ventre de minha mãe e vou trabalhar, é assim que me sinto depois de uma noite de sono. A vida de qualquer um de nós daria um filme, mas nem todos teriam um final feliz.
Meu velório eterno, todo dia eu morro um pouco nesse mundo, tão exposto ao risco, tão frágil por fora, mas tem um escudo invisível me protegendo, por isso não há porque ter medo, vida e morte convivem lado a lado dentro e for a de mim, elas têm um acordo entre elas, não se tocam enquanto não chegar o meu fim.
Ah se pudéssemos conversar, eu grão de areia e você mar, você me contaria o que sente quando o sol doura a sua superfície e eu o quão bem aventurado me sinto quando as espumas das ondas cobrem meu pequeno corpo.
As palavras têm uma vida secreta, quando eu escrevo “amor” tanta coisa há por trás dela, os significados que não tem som, apenas nos remetem a pensamentos, memórias dessa e de outras tantas histórias...como seria minha vida sem mim? Tem dias que me sinto ausente como se estivesse partido pra outro lugar, vivendo outra história, sensação estranha, é o que eles chamam de viagem. Ela sabe que meu “core” é dela, e isso me consola, aliás não deve ser por acaso que eu vivo num lugar conhecido como consolação, não acredito em coincidências, nem em predeterminação, apenas acredito num caminho que significará a minha redenção.
Escrito por Andre Luis Aquino às 01h01
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Por amor ou pela dor.
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Romance Experimental- Mistura a três
Agora solteira Denise reencontrou sua amiga Sandra, elas tinham sido amigas antes de terem se casado e agora separadas queriam recuperar um pouco da vida social que tinham perdido durante seus casamentos.
Foram a um charmoso bar que ficava numa área badalada da cidade, fazia tanto tempo que não tinham esses encontros que até comentou com a amiga:
- Tinha até me esquecido de como é gostoso olhar e ser vista, desse frisson que a gente sente na noite, desses olhares maliciosos e do jogo da sedução
- É verdade é mesmo excitante o clima que se cria nesses lugares de paquera, eu me sinto muito bem.
As duas comentavam sobre o lugar onde pessoas de todas as idades ficavam num jogo de olhares e de sedução, uns abordavam outros ficava mesmo só no olhar.
Mas lá pelas tantas a freqüência do lugar começou a mudar, notaram que muitos casais entravam no bar e sumiam em direção ao fundo do estabelecimento.
- Você notou esses casais que entram de mãos dadas e somem lá no fundo do bar?
- Notei sim e estou curiosa pra saber, vamos dar uma espiadinha? –Disse Sandra pimentinha, que era seu apelido dos tempos de escola.
Bem no fundo do bar havia uma discreta porta por onde aqueles casais entravam.Logo na entrada havia um segurança que apenas observava o movimento.Denise então perguntou pra ele:
- O que tem por trás dessa porta?
- Você quer mesmo descobrir? Acredito que se voce prestar atenção que entram aqui apenas homens acompanhados e mulheres desacompanhadas e que se caso algum marmanjo quiser entrar sozinho eu irei barrá-lo já terá uma boa dica do que tem aí dentro.
Sandra arregalou os olhos, descobriu na mesma hora.Era um discreto clube de swing.Mas a sua segunda reação não foi de perplexidade e sim de excitação.
- O que voce acha amiga?
- Não sei, mas o perigo me atrai, não sei, acha que deveríamos?
- Acho!
E uma pegou no braço da outra e entraram sob o sorriso maroto e o olhar excitado daquele segurança.Ao fechar a porta as suas costas elas deram de cara com um estreito corredor.A prática daquela fantasia sempre tinha povoado o imaginário das duas, mas nunca nem tiveram coragem de propor isso aos seus parceiros. “Ménage a trois” é uma brincadeira que atrai muito os homens, mas sempre com duas mulheres e um homem, ao contrário são poucos os que topam, pois é preciso ser muito seguro pra isso.
Naquela estreita e escura passagem havia vários homens sozinhos encostados na parede, era o que eles chamavam de paredão.Onde as pessoas ficavam esperando outras passarem para sentir o contato físico com elas, para “encoxar” ou roçar os corpos um no outro.
Pensaram em recuar, mas agora já era tarde demais.Por ser muito apertado acabaram se separando no meio daquela passagem.Sentiram várias mãos passando por todo o corpo.Mas tudo com muito cuidado.No começo recusaram aquelas mãos alheias, mas logo cederam a aquela estranha sensação.
Denise num dado momento sentiu algo tocando em sua perna, era o imenso sexo de um homem roçando sua coxa.Ficou muito excitada com aquela situação, mas não parou e seguiu em frente até sair do corredor.Quando olhou para trás viu Sandra sendo literalmente engolida por dois homens.Eles tiraram sua blusa e cada um tomou pose de um seio dela para sugar.Não ficou preocupada com a amiga, sabia que ela já era bem crescida e estava sabendo onde pisava.
O resto do lugar era um verdadeiro parque de diversões sexuais.Tinha as paredes todas pintadas de vermelho, bem vermelho mesmo, como se fosse aquele tom de carne.E a luz era bem fraca, de forma que se conseguisse ver o bem contorno das pessoas, suas formas, mas que precisasse chegar mais perto para ver os detalhes.
Por uma abertura de uma parede Denise viu o que no clube de Swing eles chamam de “Camão” ou tatame. Era uma cama enorme onde estavam um monte de casais praticando sexo simultaneamente. Ao seu redor havia vários casais assistindo e estimulando os que transavam naquele “palco” .
Tinha um lugar chamado “Darkroom” que era como um quarto totalmente escuro com poltronas ou sofás nos quais os casais trocam carícias ou mesmo relacionam-se O estímulo desejado era mais o auditivo do que o visual, permitindo grande privacidade e surpresas.
Depois ela passou pelo “aquário”que eram quartos com paredes de vidro nos quais os casais se relacionam a portas fechadas enquanto do lado de fora as pessoas assistiam.
Viu o “confessionário”, eram salas com camas ou poltronas individuais, separadas do ambiente externo por treliça. Permitiam a quem está de fora assistir a relação sexual
E por último passou pelo labirinto, uma sala com pouca iluminação, estruturada na forma de labirinto, cujo objetivo é encontrar a saída. No trajeto, os casais trocam carícias e encontram pequenas surpresas, como confessionários, espalhados pelo ambiente.
Denise descobriu que era totalmente visual e auditiva, não quis participar ativamente de nada que aconteceu ante seus olhos, só queria ver e ouvir, isso já a saciava.
E foi embora pra casa sozinha.
Escrito por Andre Luis Aquino às 23h39
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